Service Design
Uma lente para observar experiências, jornadas e bastidores de serviços
Service Design é uma forma de olhar para serviços a partir do todo, considerando pessoas, processos, espaço e tempo como partes de uma mesma construção que sustentam a experiência.
O que se vive em um serviço não acontece apenas no atendimento.
A experiência se forma na soma de escolhas feitas antes, durante e depois da interação. Escolhas que afetam tanto quem usa quanto quem sustenta o funcionamento no dia a dia.
Muitas delas não são visíveis. Ainda assim, determinam se tudo flui ou exige esforço para quem chega e para quem trabalha.
No contexto de um serviço, aparece:
- na organização do que acontece
- na clareza dos processos
- na conexão experiência-operação
- no cuidado com tempo e energia
✧✧✧✧✧
Enquanto hospitalidade fala de cuidado e acolhimento, Service Design ajuda a estruturar esse cuidado para que seja possível e sustentável.
Parte da observação de que bons serviços não dependem apenas de boa vontade, mas de alinhamento entre pessoas, processos e contexto, tornando visível o que costuma ficar implícito.
Ajusta o que já existe para reduzir fricções e desgastes.
Parte de uma pergunta simples:
O serviço funciona bem para quem usa e para quem sustenta o funcionamento?
Nos serviços, aparece:
- na forma como a jornada é pensada
- na clareza de responsabilidades
- nos ajustes a partir de observações
- na organização do espaço e dos processos
✧✧✧✧✧
Exemplos no dia a dia
Antes de atender, alguém confere se tudo está pronto.
A pessoa entende o próximo passo sem precisar perguntar.
O cliente não precisa repetir a mesma informação.
A espera é considerada parte da experiência.
✧✧✧✧✧
Por que eu trouxe esse tema
Observando serviços ao longo do tempo, percebi que muitas dificuldades não vêm da falta de esforço das pessoas, mas da forma como o serviço se organiza.
Há cuidado, intenção e presença, mas a forma como o serviço se organiza nem sempre acompanha essa intenção.
Service Design ajuda a dar forma a esse campo invisível, onde a experiência depende menos de esforço individual e mais de escolhas alinhadas ao todo.
No fim, o que sustenta a experiência é o cuidado com o que quase nunca é dito, mas sempre é sentido.
✧✧✧✧✧
O que observar no dia a dia
✧ O serviço está claro para quem chega pela primeira vez?
✧ A operação sustenta a experiência sem sobrecarregar quem trabalha?
✧ Existem fricções recorrentes que já foram naturalizadas?
✧ As decisões do dia a dia consideram o todo ou apenas a urgência?
✧✧✧✧✧
Princípios desse olhar
Não são regras. São guias de observação.
Centrado nas pessoas
O serviço precisa funcionar para quem usa e para quem o sustenta diariamente.
Visão do todo
Experiência, processos, espaço, tecnologia, pessoas e contexto se influenciam o tempo todo.
Jornada no tempo
A experiência se constrói do início ao fim, não em momentos isolados.
Tornar o invisível visível
Processos, bastidores e decisões impactam a experiência mesmo quando não são percebidos.
Iteração contínua
Serviços evoluem por ajustes pequenos, feitos a partir da observação real.
Alinhamento entre experiência e operação
Nada se sustenta se a operação não conseguir acompanhar a intenção.
Clareza e simplicidade
Quando decisões e processos são claros, menos energia é gasta corrigindo ou explicando.
Empatia aplicada
Entender pessoas só faz sentido quando isso orienta decisões práticas.
Valor compartilhado
Um bom serviço gera valor para quem usa, para quem trabalha e para o próprio sistema.
✧✧✧✧✧
Uma pergunta para levar
O serviço está organizado de um jeito que cuida de quem chega e de quem sustenta?
✧✧✧✧✧
Textos do lab hirano
Jornada do cliente em um café →
Antes, durante e depois da experiência
Conhecer algumas ferramentas →
Jornada do Usuário e Service Blueprint
✧✧✧✧✧
Para ir além
Saiba mais sobre Service Design
← Voltar ao lab
%20(3).png)